Eu sempre acreditei no amor.
Apenas nunca levei muito a sério o tipo de amor que tentam me vender desde criança.
Um problema que merece atenção é a forma decrépita como lidamos com nossas relações. Vivemos no Império das falsas aparências. Não, não é o Capitalismo ou a Igreja que nos mantém em rédeas curtas, somos nós.
Por certo, anos de convenções e idealismos tiveram seu mérito no que viemos a nos tornar - uma geração de incompetentes cujo maior medo é sentir.
Fazemos de tudo para que possamos viver em paz, não tendo que enfrentar a dor, o medo, o abandono. Que porra de vida é essa? Nos anestesiamos ao ponto de acreditar que somos felizes, simplesmente por não sentirmos mais nada.
Não há amor em frascos vazios, em relacionamentos dogmáticos e pragmáticos aonde tentamos acreditar que encontraremos a felicidade.
O amor é a etapa máxima de uma conexão que ocorre, em sua maioria sem propósito aparente, o resultado e propósito de tudo o que vive.
Você sabe que te faz mal, mas ama cada minuto daquela agonia. Por vezes, a vida nos traz a surpresa da felicidade e plenitude, por outras a tristeza e o abandono. E o que importa? O importante é que aceitamos o desafio e nos jogamos de cabeça, sem medo de sentir, sem medo de viver.
O amor sempre acontece à primeira vista, porém devemos levar em conta que raramente ao primeiro olhar paramos para realmente ver o que se encontra à nossa frente.
Contudo, não subestime o ódio à primeira vista, tão importante quanto sua contra parte.
Sofro cronicamente de amor.
A unica certeza que tenho da existência de meus órgãos internos é a dor proveniente deles.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
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